Jorge Luis Valdivia Toro

De Porcopedia - A Enciclopedia do Palmeiras

VALDIVIA
Valdivia
Informações pessoais
Nome Completo Jorge Luis Valdivia Toro
Nascimento 19 de outubro de 1983
Maracay, Venezuela
Altura 1,72 m
Peso 71 kg
Destro
Apelido El Mago
Informações profissionais
Clube atual Palmeiras
Número 10
Posição Meia
Estreia Botafogo 1x3 Palmeiras (13/08/2006)
Situação Atleta do Palmeiras
Término do Contrato 2015
Clubes de juventude
Anos Clubes Jogos (gols)
2001-2002 Colo-Colo
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (gols)
2003 Colo-Colo
2003 U. de Concepción 30 (7)
2003-2004 Rayo Vallecano 5 (1)
2004-2005 Servette 9 (2)
2005-2006 Colo-Colo 40 (14)
2006-2008 Palmeiras 93 (24)
2008-2010 Al Ain
2010-2014 Palmeiras 133 (17)
Seleção nacional
Anos Seleção Jogos (gols)
2004-2014 Chile 58 (5)
Títulos
Anos Clubes Campeonato
2006 Colo-Colo Chileno Apertura
2008 Palmeiras Paulista
2008-2009 Al Ain Etisalat Emirates Cup
2008-2009 Al Ain UAE President Cup
2009 Al Ain UAE Super Cup
2012 Palmeiras Copa do Brasil
2013 Palmeiras Brasileiro B

Jorge Luis Valdivia Toro (mais conhecido como Valdivia, apelidado de El Mago) nascido em Maracay, na Venezuela no dia 19 de outubro de 1983, é um futebolista chileno que atua como meio-campista ofensivo.


Tabela de conteúdo

Biografia

Valdivia e o famoso choro

Jorge Luís Valdivia Toro, ou simplesmente Valdivia, também conhecido como El Mago, foi jogador do Palmeiras de JUL/2006 à AGO/2008. Embora tenha tido pouco tempo de clube, foi considerado o maior jogador palmeirense da primeira década deste século.


O começo

De família e nacionalidade (adotada aos 18 anos) chilenas, ele nasceu em 19 de outubro de 1983, em Maracay (Venezuela), país para onde a família havia se mudado em virtude do novo emprego do pai e também porque o Chile vivia tempos difíceis da ditadura de Pinochet, tendo voltado ao Chile quando Valdivia já tinha três anos.

Valdivia iniciou a carreira nas divisões de base do Colo-Colo (CHI) e destacou-se pela habilidade e temperamento fortes. Em dezembro de 2001, agrediu um árbitro e acabou suspenso por 16 partidas, o que impediu seu lançamento na equipe principal já em 2002. No ano seguinte, ainda nas categorias de base, envolveu-se em nova briga, desta vez contra os rivais da Universidad Católica, e em um outro jogo, foi até uma câmera posicionada ao lado do gramado e falou que o árbitro iria expulsá-lo - o que acabou acontecendo - por causa de seu ato displicente. Em 2003, foi emprestado para a Universidad de Concepción, que iria disputar pela primeira vez o Campeonato Chileno da 1ª Divisão. Valdivia, que se transformou em uma das maiores figuras do Campeonato Chileno daquele ano, ajudou o novo time a se classificar para a Copa Sulamericana de 2003 e Copa Libertadores de 2004. Seu futebol de toques considerados "mágicos", já nessa época lhe rendeu o apelido de El Mago.

Valdivia, que os 12 anos, prometeu à mãe se tornar jogador da Seleção Chilena e ajudar a classificar o Chile para uma Copa do Mundo, teve a primeira convocação para a Seleção Sub-23, em 2004 e foi eleito o 4º melhor jogador do Pré-Olímpico que disputou com a seleção. Brilhou em um amistoso entre Chile e Equador, quando o Chile venceu pelo placar de 3 x 0, e mostrou seu jogo sempre muito ofensivo, buscando o gol a todo instante, encarando a defesa adversária, ou servindo os atacantes com passes "mágicos". O sucesso levou Valdivia para o Rayo Vallecano/ESP (JAN de 2004) e ao Servette/SUI (JUN de 2004) onde tornou-se o principal jogador da equipe mas, infelizmente, o clube faliu no início de 2005. Em janeiro de 2005 River Plate, Boca Juniors e Flamengo fizeram propostas oficiais para o Colo Colo, (o Boca Juniors chegou a pré-registrar o jogador para a temporada e ofereceu 1,5 milhão de dólares) mas a equipe decidiu manter o craque, que apesar de formado no clube, nunca havia jogado pela equipe principal.

De volta ao Campeonato Chileno, Valdivia firmou-se definitivamente como craque nacional, titular da Seleção , e como o principal jogador da equipe que conquistou o Torneio Apertura de 2006.


Chegada ao Palmeiras

E então, o ídolo do Colo-Colo foi comprado em definitivo pelo Palmeiras, por 4 milhões de dólares (o mais alto valor já pago pelo clube por um jogador estrangeiro). Alguns torcedores, que acompanhavam o futebol sulamericano, comemoravam a contratação. Outra parte da torcida, se mostrava meio desconfiada. Até mesmo a imprensa esportiva paulista, sem conhecer a carreira de Valdivia, ironizava o apelido de Mago que ele trazia em sua bagagem. Valdivia responderia às injustas e prematuras críticas com muita categoria e praticando o futebol-arte que há muito os gramados brasileiros não viam. Fez sua estreia pelo clube numa partida frente ao Botafogo, no estádio do Maracanã, a qual foi vencida pelo Palmeiras, pelo placar de 3 x 1. Mas, o jogador que trouxera a magia na bagagem, foi pouco aproveitado nos primeiros meses. Algumas contusões também atrapalhariam o começo do chileno no Palmeiras. Sob o comando do técnico Tite, Valdivia faria suas primeiras aparições no time. Foram seis oportunidades, no Brasileirão, e nenhuma como titular. O torcedor já percebia o toque refinado e o jogador diferenciado que havia em Valdivia. Veio então o técnico Marcelo Vilar e, mais uma vez ele continuaria no banco. Foi titular apenas na partida contra o Corinthians, que venceu o jogo e só voltaria a repetir o feito, quatro anos depois. O Palmeiras, mais uma vez trocou de técnico e Jair Picerni assumiu. Valdivia então participou das cinco últimas rodadas do Brasileiro de 2006 como titular. O torcedor palestrino começava a conhecer o futebol mágico do talentoso Mago.


E a magia entra em campo

Valdivia, Craque do Brasileirão 2007

Na temporada de 2007, Caio Junior assumiu o comando do time do Palmeiras e o futebol maravilhoso do Mago explodiu. Dono de uma habilidade incontestável, domínio de bola perfeito e uma excelente arrancada, Valdivia se tornou peça fundamental no elenco palestrino. Ao lado de Edmundo, começou a ser o motivo de insônia dos defensores rivais. Seu primeiro gol foi em Americana, diante do Rio Branco, quando o Palmeiras venceu por 2 x 1. O primeiro gol no Palestra, aconteceria na vitória do Palmeiras por 4 x 1, diante do Juventus.

À medida em que o craque ia mostrando o seu potencial, passava a ser caçado impiedosamente pelos marcadores. Sofria uma quantidade absurda de faltas, muitas vezes com a complacência dos juízes. Valdivia reclamava, cobrava mais rigor dos árbitros e, curiosamente, era ele quem levava os cartões amarelos. Suas reclamações eram punidas com extremo rigor, as faltas cometidas por seus marcadores, não. A imprensa o perseguia injustamente. Tentavam impingir ao craque sorridente e gente-boa, o estigma de bad-boy', de 'cai-cai'. Inversamente proporcional ao desdém da imprensa esportiva estava o amor que a torcida já sentia pelo craque. Milhares de camisas eram vendidas com o número e o nome de Valdivia às costas (nenhum outro jogador vendeu tantas e em tão pouco tempo). As crianças, aos milhares, e de todos os times, voltavam a se interessar pelo futebol, muitas delas já com os cabelos longos ao estilo do irreverente, genial e muito bem humorado jogador. Era a a "febre Valdívia". Todos os holofotes eram dele.

A exposição da marca Palmeiras era cada vez mais forte e positiva. As rendas aumentavam, com os estádios sempre cheios. Suas divertidas entrevistas eram vistas e revistas em vídeos, milhares de vezes acessados. Suas declarações marcantes e as respostas às provocações dos rivais eram motivo de orgulho para o torcedor palestrino. A identificação entre ídolo e torcida era forte, completa. Mas o título do Brasileiro de 2007 não veio. O STJD que tanto perseguiu o Mago, resolveu tirá-lo das 4 últimas partidas do campeonato, por ter, em revide, puxado o cabelo de um jogador do Vasco. Mas Valdivia foi o grande nome de 2007, no futebol brasileiro.


Os prêmios individuais do novo ídolo palmeirense:

  • Bola de Prata (Placar): 2007
  • Melhores da América (jornal El País): 2007
  • Melhor jogador do Campeonato Brasileiro (Troféu Mesa Redonda): 2007
  • Melhor meia do Campeonato Brasileiro (Troféu Mesa Redonda): 2007
  • Prêmio Craque do Brasileirão: 2007
  • Melhor estrangeiro da Liga dos Emirados Árabes: 2009
  • Melhor jogador da Liga dos Emirados Árabes: 2009


A consagração

E mesmo com o status de ídolo, adorado pela torcida e por seus companheiros de time, Valdivia fazia questão de afirmar que precisaria ganhar títulos para assim ser considerado. E ele não tardaria a conseguir seu intento. Para a temporada 2008, o Palmeiras trouxe o experiente e badalado técnico Vanderlei Luxemburgo, e reformulou toda a equipe. O time, ainda buscando entrosamento, e sem a equipe titular definida, não foi bem nas dez primeiras rodadas. A 11ª partida seria contra o Corinthians e viria a ser o "divisor de águas". Durante a semana, os jogadores corintianos provocavam Valdivia, com declarações de que ele só chorava, ao reclamar da 'caçada' que sofria em campo e que nem iam se preocupar com ele, apenas deixá-lo chorar.

O Mago se manteve calado, mas respondeu em campo, esbanjando categoria, com direito até a 'chute no vácuo' (jogada inventada pelo craque, que finge chutar, enganando o seu marcador, para só concluir a jogada, quando o adversário já está batido), dribles sensacionais e marcando o único gol da partida. Na comemoração, saiu esfregando os olhos, como quem chora, respondendo aos ataques dos falantes jogadores corintianos. Ao final da partida, ele diria aos microfones da imprensa: "Eu sou chorão mesmo, c........!!"

Era o talentoso Mago com as suas famosas frases, acendendo a cada dia mais o time e a torcida do Palmeiras. A partida seguinte, diante do Bragantino e longe de casa, vencida pelo Palmeiras por 5 x 2, de virada, seria aquela que mostraria o futebol campeão e marcaria a arrancada definitiva rumo ao tão cobiçado título. A cada vitória, Valdivia trazia uma nova comemoração. Ele foi o "Coelhinho da Páscoa", no chocolate de 4 x 1 aplicado ao São Paulo. Em outra partida, o Mago dançou o "Créu" com os seus companheiros.

Era o cérebro do time e alegria da torcida e do futebol. O Mago, de raça e fibra sem tamanhos, que nunca deixava de sorrir, voava baixo em todos os gramados e o Verdão não perdeu mais, até ser roubado na semifinal contra o São Paulo. Um gol de mão, escandalosamente validado por Paulo Cesar de Oliveira e pela bandeirinha Maria Eliza Barbosa, deixou que a vaga para a final fosse decidida na segunda partida. E a mágica aconteceu, num Palestra Itália lotado! Depois de abrir o placar com Léo Lima, num frangaço de Rogério Ceni, não poderia ser outro nome a decidir a partida: Valdivia! Enlouquecendo os marcadores rivais, o Mago levou as arquibancadas à loucura, ao marcar o segundo gol e mandar o goleiro adversário se calar! Esse gesto foi imortalizado em milhares de imagens e na frase "Cala a boca bambi!", o divertido craque ainda diria: "Tchuuupa Bvambvi". El Mago assinava o passaporte do Palmeiras para a final diante da Ponte Preta.


O título

Tendo vencido a primeira partida em Campinas, o Palmeiras faria a grande final no Palestra Itália. Com a casa lotada de torcedores vestindo camisa 10 de Valdivia, e com direito a show do grande protagonista, o Verdão massacrou a Ponte Preta por 5 x 0. O terceiro deles, foi uma pintura, para coroar aquela tarde de glória do Palmeiras, de sua torcida e do melhor jogador do Campeonato Paulista: El Mago Valdivia! E foi dele o passe magistral, mágico, para Martinez (dentro da área) colocar Alex Mineiro na cara do gol e marcar o 5º gol. O Palmeiras, do mágico craque, era novamente campeão.


A venda

Mas o Mago chamava tanto os holofotes prá si, que acabou incomodando e ofuscando o egocêntrico técnico e comandante do time. Era visível a perseguição que ele sofria e a tentativa de Luxemburgo de "jogar a torcida contra o ídolo". Valdivia ficou mais triste, seu futebol perdeu um pouco do brilho. O técnico, se aproveitava disso e dava declarações absurdas: "Ele está com a cabeça na Europa", "Se não gosta de ser substituído, que peça para ser vendido". Tempos depois, o próprio Valdivia diria que nunca quis sair, principalmente, no meio de um campeonato Brasileiro de 2008 que o Palmeiras tinha tudo para conquistar. De nada adiantaram os pedidos da torcida. De nada adiantou o site FICA VALDIVIA, feito pelos palestrinos. A fria e insensata diretoria, aceitou a pressão do técnico e, no dia 16 de agosto de 2008, em meio às lágrimas e o luto de milhões de palestrinos, vendeu o craque da camisa 10, para o Al-Ain FC, dos Emirados Árabes Unidos, pela bagatela de 8 milhões de euros (mais de R$ 20 milhões).

E o futebol do Palmeiras nunca mais foi o mesmo...


O retorno

Valdivia foi recontratado pelo Palmeiras em julho de 2010. Depois de 6 meses de negociação, segundo o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, o Palmeiras acertou com o Al Ain a compra de 100% do atleta por uma quantia próxima dos 6 milhões de euros (R$ 13,7 milhões). O mago assinou contrato de 5 anos no Palmeiras.


Frases de Valdivia

  • "No campo quero ser um cara livre, um inventor de jogadas"
  • "Os bons jogadores se destacam porque se adaptam às circunstâncias de cada partida"
  • "Eu sou daqueles jogadores que gostam de ir para cima, desses que não tem medo de ir à frente. Mas também não sou egoísta, porque quando percebo que posso perder a bola, opto por dar um passe que deixe um companheiro em boa posição. É mais proveitoso servir aos atacantes"
  • "O Palmeiras é minha casa"
  • "O Valdívia não provoca, quem provoca é o futebol do Valdívia."
  • "Valdivia é um chileno que joga como um brasileiro"
  • "Sou um jogador nota oito, mas um pai nota dez."
  • "Se o adversário se irrita, é com meu estilo de jogar, mas não vou mudar."
  • "Eles torcem contra o Corinthians, então eu torço contra o Corinthians."
  • "Tchupa Bvambvi."


Colaboração

A biografia do jogador Valdivia foi escrita pela maior fã do Mago, a palmeirense Tânia "Clorofila" Dainesi, que também é autora do Blog da Clorofila. (http://blogdaclorofila.sopalmeiras.com/)


Estatísticas no Palmeiras

Por ano

Ano Jogos Gols Marcados Cartões Amarelos Cartões Vermelhos
2006 15 0 5 0
2007 38 10 19 1
2008 40 14 22 0
2010 19 2 6 0
2011 28 4 7 2
2012 35 3 10 1
2013 27 4 10 0
2014 24 4 12 1
Total 226 41 91 5


Por campeonatos

Campeonatos Jogos Vitórias Empates Derrotas Gols Marcados Cartões Amarelos Cartões Vermelhos
Libertadores 2 0 0 2 0 1 0
Sul-Americana 6 5 1 0 0 0 0
Brasileiro 112 45 28 39 15 46 4
Copa do Brasil 18 14 3 1 4 10 1
Brasileiro B 18 12 6 0 3 7 0
Paulista 69 41 16 12 19 27 0
Amistosos 1 1 0 0 0 0 0
Total 226 118 54 54 41 91 5


Geral

Ano Campeonatos Jogos Gols Marcados Cartões Amarelos Cartões Vermelhos
2006 Brasileiro 15 0 5 0
2007 Paulista 14 3 6 0
2007 Copa do Brasil 2 0 2 0
2007 Brasileiro 22 7 10 1
2008 Paulista 20 9 12 0
2008 Copa do Brasil 4 1 1 0
2008 Brasileiro 16 4 9 0
2010 Brasileiro 15 2 6 0
2010 Sul-Americana 4 0 0 0
2011 Paulista 7 2 0 0
2011 Copa do Brasil 5 0 2 0
2011 Brasileiro 15 2 5 2
2011 Sul-Americana 1 0 0 0
2012 Paulista 10 0 1 0
2012 Copa do Brasil 6 3 4 1
2012 Brasileiro 17 0 5 0
2012 Sul-Americana 1 0 0 0
2012 Amistosos 1 0 0 0
2013 Paulista 7 1 2 0
2013 Libertadores 2 0 1 0
2013 Brasileiro B 18 3 7 0
2014 Paulista 11 4 6 0
2014 Copa do Brasil 1 0 1 0
2014 Brasileiro 12 0 5 1
Total 226 41 91 5


Clássicos

Confronto Jogos Vitórias Empates Derrotas Gols Marcados Saldo de Vitórias
Palmeiras x Corinthians 12 4 3 5 1 -1
Confronto Jogos Vitórias Empates Derrotas Gols Marcados Saldo de Vitórias
Palmeiras x Santos 9 2 4 3 0 -1
Confronto Jogos Vitórias Empates Derrotas Gols Marcados Saldo de Vitórias
Palmeiras x São Paulo 14 4 4 6 3 -2


Elenco atual do Palmeiras

1 Bruno • 2 Tobio • 3 Lúcio • 5 Eguren • 6 Juninho • 8 Mendieta • 9 Cristaldo • 10 Valdivia • 11 Wesley • 13 Wendel • 14 Mouche • 17 Diogo • 18 Felipe Menezes • 19 Henrique • 20 Allione • 21 Patrick Vieira • 22 Deola • 23 Renatinho • 25 Fernando Prass • 26 Marcelo Oliveira • 27 Mazinho • 28 Victorino • 29 Rodolfo • 30 Bruno César • 31 Bernardo • 32 Weldinho • 33 Washington • 34 Wellington • 35 Victor Luís • 36 Jailson • 37 Bruninho • 38 Leandro • 40 Matheus Muller • 41 Thiago Martins • 43 Gabriel Dias • 44 Léo Cunha • 45 Érik • 47 Fábio • 48 Vinícius Silvestre • 49 Eduardo Júnior • 53 Nathan • 54 João Pedro • 55 Matheus Sales • 56 Guilherme • Treinador: Dorival Júnior

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